Música e letra

Cheiro de Galpão

Por Olivo Girelli, do álbum Clássicos da Pampa Gaúcha.

2009
Versão completa
Letra

Cheiro de Galpão

(Com este tranco dos Monarcas, Vamos levando esse cheiro de galpão Por este Brasil afora) Esta vaneira tem um cheiro de galpão Que reacende o meu olfato de guri É pau-de-fogo da memória dos fogões Essência bugra que me trouxe até aqui Essa vaneira tem um cheiro chimarrão De seiva xucra derramada no braseiro Quando a fumaça do angico se mistura Com um odor de figueirilha no palheiro Esta vaneira tem um quê de quero mais Que reativa um paladar que já foi meu Relembra a rapa da panela que furou E no cantinho da memória se perdeu Esta vaneira tem sabor de araçá Jabuticaba, guabiroba, ariticum Por isso lembro o tempo bueno de piá Enlambuzado de pitanga e guabiju Esta vaneira tem um dom de reviver Fazer as cores que o tempo desbotou Sentir as formas que o tato esqueceu E ser de novo o que eu fui e já não sou Esta vaneira tem um quê de nostalgia Que traz de volta o romantismo do cantor Revigorando um coração que endureceu E não queria mais ouvir falar de amor Esta vaneira tem um quê de quero mais Que reativa um paladar que já foi meu Relembra a rapa da panela que furou E no cantinho da memória se perdeu Esta vaneira tem sabor de araçá Jabuticaba, guabiroba, ariticum Por isso lembro o tempo bueno de piá Enlambuzado de pitanga e guabiju