Música e letra

Ginete

Por Grupo Marcação, do álbum Ao Vivo 2.

2011
Versão completa
Letra

Ginete

Nas patas do meu cavalo devoro léguas de chão Vou gineteando solito este viver redomão Não trago amarras comigo, bem pouco tenho de meu Pingos e avios de campeiro, a sina que deus me deu E vez por outra se ajeita, de corcovear num surungo Lasqueadito de bolcheiro não me paro de matungo No repinico da viola, chuleando a porta dos fundos Lavo a baia no jardeio e não dou bola pra resmungo Sem pouso certo ou querência, me chamam de rumbiador Moro onde moram as lidas, manhas de peão domador Se me castiga o pampeiro, do recavém das missões Bem digo poncho parceiro, quando me faltam fogões E vez por outra se ajeita, de corcovear num surungo Lasqueadito de bolcheiro não me paro de matungo No repinico da viola, chuleando a porta dos fundos Lavo a baia no jardeio e não dou bola pra resmungo E quando antigas saudades amargam meu chimarrão Ele escova-lhe a guitarra, disfarçando a solidão Assim debocho do tempo, paleteando o horizonte Foi engano de quem disse que já me viu em reponte E vez por outra se ajeita, de corcovear num surungo Lasqueadito de bolcheiro não me paro de matungo No repinico da viola, chuleando a porta dos fundos Lavo a baia no jardeio e não dou bola pra resmungo