Música e letra

Distorcendo O Bagualismo

Por Baitaca, do álbum O Melhor do Baitaca - Vol. 1.

2014
Versão completa
Letra

Distorcendo O Bagualismo

Sou xucro de natureza, morrudo e véio e não mudo Eu não conheço tristeza, eu sou taura, guapo e peitudo Sigo campeirando a sorte, pouca coisa eu não me mudo Destrinchando o bagualismo assim mesmo sem ter estudo Vou distribuindo civismo com este meu peito cuiudo. Me criei numa tapera, arrancando toco afamado no meio de uma tigüera, escoivarando abaixado Devaçando taquaral, franjando campo gramado No cabo da ferramenta virando cerro e banhado E dando pau pelas ventas de algum zebu aporriado. Potro de três, quatro anos agarro pelas oreia. O xucro verso pampeano minha garganta gineteia Índio covarde dispara, sendo macho corcoveia Perigo jamais me estraga e algumas pegadas feia Devo a faísca de adaga me defendendo em peleia Redomão nunca se amansa, bagual xucro não se entrega E a minha idéia se avança e somente Deus me assussega Nunca afrouxei o garrão pra vilumbro que se nega Laçando vaca aporriada, terneiro pelas macegas Os pés trincados de geada e tapado de pega-pega.