Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Cantar Galponeiro

José Claudio Machado · Cantar Galponeiro

Capa de Cantar Galponeiro
José Claudio Machado

Cantar Galponeiro

Cantar Galponeiro · 1990
Meu verso é rio de águas claras correndo para o remanso É igual a um potro manso de andar garboso e faceiro Faz tempo que é meu parceiro pois é meu verso que acalma As penas da minha alma nas horas de desespero (O meu cantar galponeiro traz a marca da querência E aprova de uma existência cevada no mate amargo E quem aceita o encargo de campeiro cantador Sabe que é fiador da memória do seu pago) Quem não renega as origens é cerno de corunilha Plantado numa coxilha palanque por vocação Esta xucra devoção expressa através do verso Participa do universo sem desgarrar do seu chão Meu verso carrega o timbre do sentimento nativo E cada rima é um estribo onde se afirma a consciência E nesta busca de essência meu canto é quase sagrado Porque projeta um legado além da minha existência
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