Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

O Primeiro Canto

Luiz Marenco · O Primeiro Canto

Capa de O Primeiro Canto
Luiz Marenco

O Primeiro Canto

O Primeiro Canto · 2018
Descampado, sin alambre Várzea, sanga e canhadão No céu a constelação Da cruz del sur alumbrando Vento gelado arrepiando Pasto e gado cimarrón. Foi a época do couro Carnal, carneadeira e flor Garrão cortado de touro Mão certeira e sangrador A soga, a pedra, o estouro E o grito do boleador. Subiu a poeira do tombo E a poeira do esquecimento Só uma payada, um lamento Prendeu a voz deste estrondo El cantar siempre es más hondo Si al canto lo carga el tiempo. Se o livro ainda não sabia Que já chegara o gaúcho O payador, monge e bruxo Teimava que ele existia Dos gritos tirou poesia Do couro tirou seu luxo. Três séculos... quase nada Pras estrelas e os fogões Que escutaram as orações Dessa primeira payada Na pureza desta aguada Bebem todas gerações. E aqui estou, e este meu canto Na outra ponta da história Tem muito desta memória E tem de mim outro tanto Da mesma poeira levanto Pra riscar minha trajetória.
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