Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Ginete e Cantor Campeiro

Quarteto Pampa · Canta Anomar Danúbio Vieira - Metendo Corda

Capa de Canta Anomar Danúbio Vieira - Metendo Corda
Quarteto Pampa

Ginete e Cantor Campeiro

Canta Anomar Danúbio Vieira - Metendo Corda · 2017
Letra: Anomar Danúbio Vieira Era uma festa das mais grongueiras da redondeza Tinha criolla, penca de potro, truco e fandango Eu dei um lustro n corpo véio' e nas pobreza' Pois hace tiempo que não me vajo bailando um tango Cheguei e a coisa tava encorpada de tanta gente Que tinham ido de auto, moto e carretão Lotaram Combi dos cafundós dos arrabaldes E eu, de a cavalo já que só tenho esta condução Ali, debaixo de uma figueira de sombra grande Assado gordo, vinho, guitarra e uns payador' Atei meu pingo num cinamomo e maneei das patas E vi se a adaga tava abrigada no tirador Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo Vivo cantando e tirando balda destes veiacos Trago a humildade da minha gente num verso reto E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo Vivo cantando e tirando balda destes veiacos Trago a humildade da minha gente num verso reto E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos "Pedi bolada numa tostada, jeitão de loca Ao darem boca, saiu rezando c'o as mão' pra o céu Mas me deu tempo de ver o brilho numa chuleada De uma mirada que matreireava sobre um chapéu" Caiu a noite e se aprochegaram para uma escuela Gaita e pandeiro e o baile véio' pegou de fato Violão crioulo e um cantador de boa garganta Samba com Fanta, china bonita e cheiro de extrato Num lusco-fusco, enxerguei aquela da gineteada Morena bela, color de cuia e olhar matreiro Quem sabe, dança só pra florear meu encantamento Que eu me apresento como ginete e cantor campeiro Se conhecemos entre chamarras e chamamés E um bem querer foi se firmando no coração Pedi licença e cantei um lote de marca antiga Ganhei a linda e canto já livre junto ao galpão Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo Vivo cantando e tirando balda destes veiacos Trago a humildade da minha gente num verso reto E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos Porque eu não sou de andar me luzindo por onde eu endo Vivo cantando e tirando balda destes veiacos Trago a humildade da minha gente num verso reto E o meu dialeto vai registrado onde aperto os cacos
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