Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Relíquia

Lisandro Amaral · Razões de Ser

Capa de Razões de Ser
Lisandro Amaral

Relíquia

Razões de Ser · 2005
Estância velha, trago n'alma um breve santo que herdei Da raça bugra dos que vieram te trazendo até aqui E cada pedra e cada grota contam sonhos do que foi Um tempo lindo que tranqueia cabresteando meu sentir. Estância velha, em cada bota trago huellas de sofrer Nos muitos riscos das esporas, que a saudade me deixou E nas cambotas tenho a marca dos tropeiros - que passou - Mas, recluta a alma antiga do meu ser. Mas sei que um dia, irá A raça bugra dos campeiros renascer da fé; Que o mundo novo não apaga o que ficou pra trás E a estância antiga - como um sonho - viverá! Mas sei que um dia, irá A raça bugra dos campeiros renascer da fé; Que o mundo novo não apaga o que ficou pra trás E a estância viverá! Estância velha, emalo a sorte ao poncho pátria do sentir, Nesta saudade de outros tempos que nem sei mesmo explicar; E ao trote largo deste tempo em que ninguém sabe quem é, Somos consciência da verdade que contigo, há de ficar!
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