Tendo horizonte nos olhos dava estrada pro pingo
Perfumava o melena porque sempre era domingo
Apeava num bolicho dava adeus ao bolicheiro
Já pedia uma pura e umas palhas pro palheiro
Virava a canha nos queixos já me olhavam com espanto
Pedia mais uma pura deixava a paga pro santo
Já montava à cavalo rumo a estância do Seu Bento
Saia cortando estrada dando rédea ao pensamento
Dez e meia eu chegava a prenda abria o portão
O sogro me recebia alegre estendendo a mão
Vá apeando companheiro desencilhe no galpão
E depois passe pra dentro pra tomar um chimarrão
Meio dia no almoço um churrasco de patrão
Me convidavam pra mesa com toda satisfação
De tarde ia pra sala a sogra um doce servia
Cafezinho não demora já o sogro prevenia
A tarde inteira ficava fazendo planos com a prenda
De um dia nos casarmos e morarmos na fazenda
Volta e meia sem aviso na sala o sogro entrava
Pra falar de qualquer coisa sobre o tempo perguntava
Quando ia escurecendo da prenda eu me despedia
Dando um beijo escondido aos velhos agradecia
Encilhava o meu cavalo saia num trote lento
Este é o namoro de sítio que termina em casamento
Pequena bodega.
Grande estabelecimento rural (latifúndio) com uma área de 4.356 hectares (50 quadras de sesmaria ou uma légua) até 13.068 hectares (150 quadras de sesmaria ou três léguas), dividida em Fazendas e estas em invernadas.
Apero de couro (torcido, trançado ou chato) preso às gambas do freio, que servem para governar os eguariços.
Jóia, relíquia, presente (dádiva) de valor; em sentido figurado, é a moça gaúcha porque ela é jóia do gaúcho.
Comida preferida do gaúcho.
Andadura moderada dos eguariços.