
do meu cachorro campeiro e do meu pingo gavião
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saudade das tropeadas dos meus tempos de peão
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hoje eu canto de saudade da minha velha profissão.
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eu deixei de ser campeiro para ser um cantador
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troquei a estrada de poeira por uma estrada de flor
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de saúde hoje eu canto pra disfarçar minha dor
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cantando eu mato a saudade das tropeadas de amor.
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hoje eu vivo cantando foi o dom que deus me deixou
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mas eu canto de saudade dos tempos bom que passou
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tenho saudade da infância que para trás já ficou
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saudade do velho rancho que os anos já derrubou.
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mas quando eu ficar velho que minha voz fracassar
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vai coração via por luto, saudade vai me matar
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quero que rode meu disco quando a morte chegar
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quero morrer escutando este meu peito cantar.
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