Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Tapera

Timbre Gaúcho · 1º Vol

Capa de 1º Vol
Timbre Gaúcho

Tapera

1º Vol
Vertente de água, um matinho nos fundo casebre por fundo, que os oitões caíram, parece mentira, meu primeiro lar, volto a visitar, o meu peito suspira foi lá que mamãe entregou a papai, um amor sonhado que tanto esperava por isso essa dor do peito não sai, ao ver a tapera que os velhos moravam naquele matinho na costa da sanga eu comia pitanga e armava arapuca ali se escondia nosso boi de canga mugir no arado ferrão de mutuca a fonte de água parou de correr chorei por não ver os meus pés de fruteira o coqueiro alto que eu comia coco ainda vi o toco da guaviroveira mangueira redonda de vara e tronqueira, cancha de carreira, que o brejo tapou a aranha velha de busca parteira, os pés de fruteira que a terra criou a ramada grande que o papai mateava os pés de roseira que mamãe plantou a horta de couve que eu tanto cuidava e o forno de barro feitio do vovô me fui nesse trote chasqueiro do tempo deixei muito longe minha infância pra traz botei na garupa do meu pensamento revendo a tapera dos meus velhos pais o que a terra cria esse tempo transforma e jamais retorna do jeito que era no mundo agitado a vida não espera adeus meu passado, querida tapera
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